Poemas Urbanos

Monday, June 26, 2006

Duas Presilhas

Primeiro
A presilha que se fecha conformada

Depois
A armada da primeira armadilha

Qualquer gosto de vão livre
Limita tudo que ampara
O cabelo, o zelo, a dúvida, a cara
Em um eterno tive ou não tive

Segundo
A presilha que se abre indolente
Em solturas fáceis de quem não sente
Volta solta
Sem cumprir conexões

Louca para fugir dos cadeados do destino
Dos cacheados
e do desalinho
E das amarras das prisões.

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