Poemas Urbanos

Tuesday, June 20, 2006

O Barco Bêbado

O Barco Bêbado
Homenagem a Rimbaud


Um mergulho na solidão povoada por fantasmas do antigo continente, desenhos trazidos na quilha de um velho barco, ou simplesmente, um doce passeio por este rio chamado poésis.
Um graveto descendo mansamente o rio feito uma garrafa lançada ao mar, repleta de poemas.
Na margem, um Café Urrubu com seus outsiders, outros tantos bares, mares, poetas e margens.
Um poeta em especial: Arthur Rimbaud, em pé no balcão diante do livro que agora se abre confortavelmente nas mãos do expectador.
(...) e dentro, o poema Le Bateau Ivre.
O barco flutua, passa de uma anotação para outra, de um livro para outros, até retornar à parede onde, novamente, mergulha. Ébrio, pois como diz Baudelaire em Embriagai-vos
“É preciso que vos embriagueis sem tréguas. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Contanto que vos embriagueis”.

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