Poemas Urbanos

Monday, September 25, 2006

Perdido

Na hora exata da procura
Ninguém desperta
Nenhuma alma aberta
Para a festa ou para a fúria


O tempo do outro
Cobre-se de um respeito tolo
de um embobocentrismo
Que só a pessoa certa
Aquela
Que de alguma forma concreta
Comeu o líquido sentido


Na hora exata da falta alguém demora

Alguém
Lá fora
Perdido